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ANFAC celebra 30 anos da circular do Banco Central nº 1.359

O atual presidente da ANFAC – Associação Nacional de Fomento Comercial, Luiz Lemos Leite, já em 1982 defendia a implementação do Fomento Comercial no Brasil. Foram seis anos de intenso trabalho até que, em 1988, o Banco Central aprovasse a Circular nº 1359, permitindo operações de factoring.

Os 30 anos dessa conquista do Fomento Comercial foi celebrado pela ANFAC, no Hotel InterContinental, em São Paulo, na última sexta-feira (19). “Estamos comemorando esse marco histórico do setor, que trouxe mais autonomia para os profissionais de factoring e securitizadoras’, explica Luiz Lemos Leite, presidente da ANFAC.

O evento contou com a palestra do jurista, Dr. Ives Gandra Martins, que abordou a importância e a repercussão da medida da Diretoria do Banco Central nesse período, além de discorrer sobre a atual conjuntura econômica e política do Brasil. “Em 1982, o Banco Central tentou confundir as operações de factoring com as operações financeiras e justificava dizendo que somente as empresas financeiras poderiam trabalhar com o Fomento Comercial. Conseguimos descontruir essa ideia na Justiça e, por fim, o Banco Central precisou reconhecer que são duas formas diferentes de colaborar com as empresas”, contextualiza o jurista.

Profissionais do setor e associados da ANFAC de diversas regiões do Brasil e representantes do Banco Central também estiveram presentes na celebração pela aprovação da Circular, que, segundo Dr. Ives Gandra, contribuiu de forma expressiva para a economia do país. “No momento em que o Banco Central entendeu que as operações financeiras são diferentes, os profissionais da área ganharam independência nas transações de factoring. Isso trouxe um incremento notável à economia brasileira, já que a tendência dos grandes bancos é financiar as grandes empresas, enquanto que o papel das operadoras de factoring é atingir o médio e pequeno empreendedor. E, a partir do momento, que se teve a alavancagem do fomento comercial, toda a economia se tornou mais forte. O grande mérito dessa reformulação do Banco Central, em 1988, é do Dr. Luiz Lemos Leite, que sempre esteve à frente dessa conquista”, completa Gandra.

ANFAC promove curso de “Técnicas de Venda no Fomento Comercial”

A ANFAC realizou, no último dia 8 de novembro, em sua sede, mais um curso de “Técnicas de Venda no Fomento Comercial”. Ao todo, 15 profissionais do Estado de São Paulo e Paraná acompanharam os ensinamentos do empresário Domenico Di Bisceglie.

Foram oito horas de imersão em atividades teóricas e práticas. Planejamento estratégico, técnicas de persuasão e análises de aperfeiçoamento de negociação foram temas abordados durante o curso. “Nesta aula, apresentamos aos participantes diversas técnicas, buscando uma análise crítica sobre como melhorar as negociações e estratégias de venda”, conta o professor.

A nova plataforma Girofac rodando o Brasil

A Plataforma GIROFAC é uma inovadora ferramenta tecnológica desenvolvida pela parceira iDtrust Tecnologia de Software, com o apoio e suporte técnico, jurídico e institucional da ANFAC.

A ANFAC, juntamente com a iDtrust, em atenção à expressiva adesão dos associados de várias regiões do País, preparou uma agenda de reuniões, de acordo com os SINFACs, para a divulgação da nova Plataforma GIROFAC.

A ANFAC / iDtrust já realizaram eventos em Goiania, Brasília, Vitória, Porto Alegre, Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

De acordo com a agenda estabelecida, esta é a sequência dos próximos eventos: Belém, Fortaleza, Criciúma, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Manaus, para expor o cenário em que atualmente se insere o setor do fomento comercial, que é do avanço da tecnologia refletido na desmaterialização da economia. “Para sobreviver, as empresas terão de se adequar a processos compatíveis com a evolução do ambiente digital, que pauta as compras e vendas mercantis, realizadas por milhões de agentes econômicos, que dão origem a um gigantesco mercado de recebíveis no Brasil”, explica Luiz Lemos Leite, presidente da ANFAC.

Segundo ele, o motivo da criação da GIROFAC foi flexibilizar os procedimentos para suprir as necessidades de capital de giro das empresas clientes, ampliando de maneira exponencial o horizonte de negócios das empresas de fomento, permitindo expandir o espectro de atendimento a outras necessidades de crédito de pessoas jurídicas e físicas à medida das exigências do mercado.

Daí decorre que o fluxo da operação dentro da Plataforma GIROFAC conta com a intermediação e parceria de uma instituição financeira, que será a originadora de uma operação de empréstimo convencional, estruturada para especificamente, neste caso, atender ao cliente da empresa de fomento e, na sequência, a operação de empréstimo é cedida pela instituição financeira, mediante o endosso de um título de crédito (digital) denominado Cédula de Crédito Bancária (CCB).

Em resumo, para deixar bem claro, o Presidente da ANFAC observa que todos estes procedimentos são executados por intermédio de plataforma eletrônica e de certificação digital ICP-Brasil, com a instituição financeira, parceira do GIROFAC, atuando como Fomentada-Alienante (CEDENTE), enquanto que o cliente da empresa de fomento passa a ser o “Devedor-Sacado” da operação.